Por falta de pagamento a fornecedor, hospitais do DF podem ficar, sem roupas limpas, a partir de segunda (20)

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Hospital de Base do DF (HBDF) e regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS) tiveram suspensões parciais mas podem ficar paradas à partir de segunda (20)

Com sede em Videira (SC), a Laverbras Gestão de Texteis S/A, empresa que atende as três unidades de saúde no DF, alegou a efetivação de suspensão, parcial, na quinta-feira (16/Nov) da lavagem de roupas hospitalares à Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). Em Nota à Imprensa a Laverbras aponta descumprimento de notificação extrajudicial, por parte da Secretaria e informa que deve suspender os serviços, totalmente, na próxima segunda-feira (20), caso a SES-DF deixe de efetuar os pagamentos dos valores devidos.

Na nota, a Laverbras justifica a suspensão do serviço em decorrência do atraso de três faturas, por mais de 90 dias, de dívida estimada em R$ 87 mil. Ainda segundo a empresa, mesmo após ser notificada, extrajudicialmente, a SES-DF reiteradamente demonstra descompromisso em honrar os pagamentos dos valores devidos.

NOTA A IMPRENSA

Brasília, 16/11 — Contratada para lavagem de roupa hospitalar nos hospitais de Base, do Gama e de Sobradinho, a Laverbras protocolou na tarde da terça-feira (14), junto à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, uma notificação extrajudicial informando que, dado o não pagamento por prazo maior que 90 dias, iniciará um processo de paralisação parcial de seus serviços.

Desde o início do contrato, assinado em julho passado, há 11 faturas emitidas pela empresa em aberto, totalizando R$ 616.697,85. Do montante, três faturas, no valor total de R$ 87.039,39, estão sem pagamento há mais de 90 dias.

Assim, a empresa solicitou que o GDF se pronunciasse formalmente quanto a estas três faturas dentro do prazo de 24 horas. Findo o prazo, a Laverbrás não recebeu qualquer manifestação da Secretaria de Saúde do DF.

Por isso, como informado na notificação extrajudicial, a empresa comunica à sociedade do DF que paralisará parte dos serviços já a partir desta quinta-feira (16). A continuar sem resposta, a empresa paralisará completamente a lavagem nos três hospitais a partir da segunda-feira (20).

A Laverbras reitera seu compromisso com o Distrito Federal e informa com tristeza estar sendo levada a tal atitude pelas reiteradas demonstrações de descompromisso do GDF com o correto relacionamento com este fornecedor.

Ao Política Distrital (PD) a assessoria de comunicação da Laverbras encaminhou cópia da notificação Extrajudicial, com data de recebimento pela SES-DF, de 14 de novembro. No documento a empresa apresenta planilha com montante contratado, cerca de R$ 617 mil, as faturas em aberto que totalizam os R$ 87 mil devidos, além de quantificar os dias em atraso, até aquele momento.

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O que diz a SES

Em nota ao Política Distrital (PD), a SES-DF deixa claro que além da Laverbras, a pasta deve também a uma segunda lavanderia, porém, sem mencionar a empresa.  A pasta alega nenhum serviço foi paralisado e “trabalha para quitar os débitos com duas empresas que prestam serviço de lavanderia na rede.”.

Ainda de acordo com a SES-DF, “a previsão é que o pagamento no valor total de R$ 342.992,52 seja realizado nesta sexta-feira (17). “.

Recursos do IPREV

O caso da Laverbras, e ainda da greve dos metroviários, eletricitários e servidores de limpeza das unidades hospitalares despertam curiosidades à população e, sobretudo no meio político, em relação aos recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (IPREV).

Em agosto, o governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB) chegou a ponto de ser acusado de negociar cargos com deputados da Câmara Legislativa do DF (CLDF), para garantir os votos necessários à aprovação do Projeto de Lei que dispõe sobre mudanças na previdência dos servidores públicos do DF.

O argumento utilizado por Rollemberg, assim como pelos deputados da base do governo na CLDF era que tais recursos garantiriam o pagamento, em dias, da folha de pagamento de servidores, de terceirizados e dos fornecedores.

Mas, aparentemente, a promessa do governador, deixou de surtiu efeito prático. Mas a pergunta que não quer calar é:  Rollemberg cadê o recurso do IPREV?

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