HORAS EXTRAS: “Devo, não nego e pago quando puder”, é assim que o GDF trabalha

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Por Evely Leão

Não é de hoje que ouvimos a reclamação dos servidores de todos os hospitais da rede de saúde do Distrito Federal devido ao atraso no pagamento das horas extras, são mais de 5 meses de atraso. Recentemente a Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF) efetuou o pagamento referente ao mês de janeiro deste ano, no entanto, somente algumas unidades receberam, as demais ficaram sem pagamento, e nesse processo quem saiu prejudicado foi o servidor.

O GDF usa o mesmo discurso de sempre, que não há verba suficiente para arcar com as despesas, principalmente quando se trata de recursos humanos. Por esse motivo, grande parte dos servidores que faziam hora extra, como uma forma de complementar a renda, acabaram ficando desacreditados da falta de compromisso do governo, em arcar com as suas responsabilidades, e resolveram entregar essas horas.

O grande problema disso tudo é que, por não investir em recursos humanos, em outras palavras, por não convocar os concursados que aguardam nomeação, o governo acaba permitindo com que a população sofra e agonize nos hospitais, uma vez que existe um déficit de pessoal enorme na SES-DF, e após os servidores terem se recusado a fazer jornada além do ponto oficial, as chefias ficaram com um sério problema para fechar as escalas, já que só estavam conseguindo fazer esse trabalho com a ajuda das horas extras.

O governo vive perseguindo os servidores com uma retirada de direitos atrás da outra, os quais já trabalham amedrontados, pois a cada dia que passa uma portaria da maldade é publicada, e sempre com o objetivo de desestabilizar o servidor, porém, este não é obrigado a trabalhar sem receber. E infelizmente, ao tentar prejudicar o trabalhador, o governo prejudica a população, que acaba sofrendo sem atendimento nos hospitais, por falta de uma gestão competente. O governo não cumpre nem a lei, como se esperar que honre com seus compromissos?

Foi o que pontuou o vice-presidente do Sindate, Jorge Viana, em uma entrevista ao Jornal de Brasília, publicada na edição desta terça-feira (18/07). “A situação está insustentável. O governo criou uma regra que extrapola qualquer limite trabalhista. Instituiu o devo não nego pago quando puder? Ninguém pode achar isso normal. Os servidores não confiam mais nos gestores, porque eles não honram a palavra. Nosso medo é que até o final deste ano a sala vermelha do Base seja fechada”, desabafa. Confira a matéria na íntegra aqui.

Fonte: Sindate-DF

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