Professores recebem, com reticências, propostas do GDF e, greve pode continuar

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Cansados de calote por parte do governador do DF, professores recebem com ressalvas os R$ 100 milhões anunciados pelo GDF para pagamento de pecúnias da categoria

Por Kleber Karpov

Após reunião entre o GDF e representantes do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF), na tarde de segunda-feira (3), no Palácio do Buriti, o governo aponta um possível acordo para por fim a greve da categoria. Mas enquanto um aponta “o esforço do Executivo em destinar recursos para atender reivindicações da categoria” o Sinpro-DF questiona a proposta apresentada.

Entre as medidas analisadas, apresentadas pelo GDF está o pagamento integral das pecúnias dos professores ou o uso de parte dos recursos, por exemplo, para o custeio de auxílio-saúde até o fim deste ano. De acordo com o Executivo, ao todo, os benefícios em negociação com a categoria representam um impacto de até R$ 100 milhões no orçamento.

“Dentro desse montante, o dinheiro poderá ser redirecionado para atender a maioria da categoria”, afirmou o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho. Porém, a presidente do Sinpro-DF, Rosilene Correa Lima, conversou com Política Distrital e questionou os números, o que chamou de “meia verdade”.

Insuficiente

Segundo a sindicalista, embora o GDF tenha anunciado a disponibilidade de até R$ 100 milhões, a dirigente sindical observa que o valor, na prática, será para atender demanda de várias categorias do funcionalismo público.

“O governo na verdade falou meia verdade porque são R$ 100 milhões, mas que eles deixaram claro que não são R$ 100 milhões para pagar pecúnia dos professores. É o orçamento também para pecúnias de outras categorias e, qualquer outra coisa a mais para ser discutida no nosso caso, da educação, e dentro desse orçamento. O que claro, é muito pouco para quem quer resolver e dar solução a uma greve.”.

De acordo com Rosilene, a categoria solicitou a continuidade da negociação e os professores aguardam a confirmação da 12a reunião. Ainda segundo a sindicalistas, embora a decisão pelo fim da greve seja uma prerrogativa da categoria, que volta a se reunir em assembleia na terça-feira (4/Abr), a proposta do governo, “tem uma tendência de ser insuficiente para a categoria.”, disse.

Assembleia

Os professores realizam nova assembleia na manhã de terça-feira (4/Abr), na praça do Buriti. Na ocasião, a categoria deve votar pelo fim ou manutenção da greve, após apreciação da proposta do governo, a ser apresentada pelos representantes do Sinpro-DF.

Com informações de Agência Brasília

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