SindMédico vai pedir interdição do Hospital do Paranoá

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Após ouvir apelos de médicos e de pacientes na manhã desta segunda-feira (26), o presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, e o vice, Carlos Fernando, se comprometeram a pedir interdição ética no Hospital Regional do Paranoá (HRPA) ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e apresentar queixa ao Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Ao todo, 35 pacientes aguardam por cirurgias no local. O sistema de ar-condicionado de toda a unidade de saúde está inoperante em função de 11 exaustores estarem quebrados. Segundo relatos, o hospital vive o pior cenário dos últimos oito anos. Já na porta de entrada do hospital, por exemplo, os pacientes recebem a notícia, por meio de um cartaz escrito a mão: “raio-x quebrado”. E, dentro do local, são informados das outras limitações, como a falta de medicamentos.

“Já estou aqui há 42 dias. Não aguento mais esperar”, relatou o paciente ortopédico Max Paulo Leal, de 38 anos, que está com o braço esquerdo sem movimentação. Assim como ele, a dona de casa Luciana da Silva Costa, de 39 anos, não suporta mais a falta de respostas. “Hoje, completo 24 dias aqui. E eu tenho filhos para criar. Já estou entrando em depressão. Precisamos de uma solução”, disse.

Apenas na UTO faltam mais de 30 materiais necessários, entre máscaras, mesas cirúrgicas e fios de sutura. No dia 22 de setembro, o setor de radiologia e imagenologia do HRPA chegou a enviar para a Secretaria de Saúde o seguinte aviso: “a partir de hoje encerramos o atendimento por tempo indeterminado pela carência de filmes radiológicos e falta de reposição dos materiais junto a central.”

No dia 05 de setembro, um memorando enviado à Secretaria de Saúde aponta falhas em 12 aparelhos: mamógrafos, tomógrafos, raios-x, ecógrafos, escopia e arcos cirúrgicos. A maioria deles está sem contrato de manutenção.

Na UTI de adultos, o estado de abandono fica ainda mais evidente quando se vê o filtro do aparelho completamente tomado pela poeira. Enquanto nada é feito para reverter a situação, o calor, que chega a 40° nos dias mais quentes. Houve caso de médico passar mal e ter que ser substituído durante a realização de uma cirurgia.

Falta até gesso para imobilização de fraturas e não há atendimento de emergência em clínica médica.

Diante de tantos absurdos, o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, disse que pedirá a interdição do HRPa. “É um absurdo o que está acontecendo no HRPA. Vamos pedir a interdição”, salientou.

Ofícios contendo relato das condições que foram verificadas e o pedido de providências serão protocolados ainda hoje no Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) e no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Fonte: Ascom/SindMédico-DF

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