Servidores da Saúde do DF em contagem regressiva para a greve

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Por Ana Comarú

A direção do Sindate-DF diante da falta de confiança na promessa do Governo dos pagamentos dos reajustes e da incorporação da GATA, realizou na manhã desta sexta-feira (26/09), a Assembleia Geral Extraordinária para colocar em votação e discussão, a incorporação da gratificação, a redução da carga horária e a greve que virá, caso, a promessa de pagamento do governo não se cumpra.

Segundo o Presidente do Sindate-DF João Cardoso, o sindicato precisa de uma garantia de pagamento.

“Não concordamos em esperar até o dia 16 de outubro. Queremos nos encontrar com o governador até o dia 6, por enquanto Rollemberg não nos respondeu” informa Cardoso.

Apoio de parlamentares
O auditório do Hran foi lotado pelos Técnicos em Enfermagem de todas as regionais. A assembleia contou com a presença também de dois parlamentares, o Deputado Distrital Raimundo Ribeiro (PPS/DF) e o Senador Hélio José (PMDB/DF), que mostraram apoio à categoria no movimento de greve.

Segundo Raimundo Ribeiro o momento é de mobilização. “A hora agora é de acampar na porta do palácio do buriti, não podemos sair da greve acreditando em promessa, ele [Rollemberg] já provou não ser confiável e não cumpre com suas palavras! ” Alerta.

O Senador Hélio José relembrou que os Técnicos, servidores da saúde, devem receber pelo trabalho desempenhado.

“Servidor público é para atender o povo, mas é para receber por isto, ser valorizado e reconhecido, não dá para o governo ficar de demagogia, estamos aqui para garantir nossos direitos! ” Defende Hélio José.

Categoria vota!
Por unanimidade a categoria decidiu entrar em indicativo de greve ao final da Assembleia realizada nesta manhã, serão realizadas duas paralisações de 24 horas, nos dias 07 e 17 de outubro. Comprovado o não pagamento à categoria, os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal entrarão em greve geral a partir do dia 24 de outubro. Confira o vídeo abaixo:

Para o vice-presidente do Sindate-DF, Jorge Viana, este será um dos mais fortes e importantes movimentos sindicais já vistos pela categoria. “Além da greve, caso não haja a mudança de nomenclatura o Coren-DF será acionado de forma que os profissionais Auxiliares de enfermagem deverão atuar de acordo com a legislação do Conselho de Ética” informa Viana.

Para Viana já se extrapolaram todos os prazos e chances de aguardar um posicionamento. A categoria não acredita mais no Governo e a greve será uma ação que deverá ter adesão de praticamente todos os percentuais estabelecidos em lei para o movimento de greve.

Fonte: Sindate-DF

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