Em fórum sobre câncer, Kokay defende preservação dos recursos da saúde

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A deputada Érika Kokay (PT-DF) defendeu, nesta quinta-feira (22), que os recursos da saúde sejam preservados para garantir a possibilidade de diagnóstico precoce e o tratamento integral do câncer na rede pública.

Kokay participou de fórum, no auditório do Interlegis, no Senado, para discutir os avanços no tratamento do câncer. Ela disse que levará o debate para a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

“Nós estamos enfrentando neste momento na Câmara uma discussão na qual todos deveriam se envolver. É uma proposta de emenda à Constituição que tende a congelar os gastos com a saúde, uma saúde já subfinanciada que nós temos no Brasil. É preciso que possamos assegurar que os recursos para a saúde não sofram qualquer tipo de congelamento, porque seguramente, se sofrerem contingenciamento ou congelamento, será penalizada a população de baixa renda que não tem acesso aos serviços privados; estaremos, portanto, aprofundando a nossas desigualdades sociais.”

Raquel Lisboa, da Agência Nacional de Saúde Suplementar – responsável pela regulação dos operadores de planos de saúde – disse que, pela primeira vez em 15 anos, houve decréscimo do número de beneficiários de planos de saúde, que já chegou a 50 milhões. “Hoje, são 48 milhões e ainda existe tendência de queda.”

Durante o fórum, o Ministério da Saúde apresentou dados segundo os quais o câncer é responsável por 12% dos óbitos no mundo. Só no Brasil, foram 955 mil mortes, em 2015.

Exames preventivos
Especialistas destacaram a importância de exames preventivos, como papanicolau nas mulheres para detectar o câncer de colo do útero, e exame de toque nos homens para detectar o câncer de próstata. A adoção de medidas preventivas também foi abordada. Um terço das mortes por câncer estão relacionadas a cinco fatores de risco: tabagismo, alcoolismo, obesidade, sedentarismo e baixo consumo de frutas e vegetais.

A deputada Érika Kokay sugeriu também mais diálogo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na identificação de produtos alimentícios cancerígenos, atualmente disponíveis no comércio e, segundo ela, amplamente divulgados pela televisão. Ele citou a lei aprovada pelo Congresso que proibiu a publicidade de cigarros na TV e represerntou uma iniciativa bem sucedida na luta contra tabagismo.

O mesmo, disse, poderia ser adotado para os alimentos, como prevê o PL 1637/07, que estabelece restrições para a publicidade de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódio e bebidas com baixo teor nutricional.

Íntegra da proposta:
PL-1637/2007

Fonte: Agência Câmara Notícias

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