Estudantes vão às ruas para lutar pelo HUB

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Em greve pelo mal funcionamento do hospital escola da Universidade de Brasília (UnB), desde a quinta-feira (25), os estudantes do curso de medicina realizam, nesta tarde, a partir das 14h, um mutirão de atendimentos na Unidade Básica de Saúde (UBS) João Cândido, em São Sebastião, a partir das 13h.

Também participam do movimento grevista os estudantes que já estão na fase de internato, que é a parte prática do ensino médico. Os estudantes relatam que atualmente participam de dois a três procedimentos cirúrgicos por semana porque estão praticamente paradas as salas do centro cirúrgico. Cada uma delas poderia ser palco de até quatro procedimentos diários.

No manifesto assinado pelo Centro Acadêmico de Medicina da UnB (CAMED os estudantes apontam as duas principais reivindicações:

A assinatura do contrato entre o HUB e a Secretaria de Estado de Saúde do DF, que garanta ao mesmo tempo o financiamento do custeio do HUB, garantindo uma factual inserção de nosso hospital no Sistema Único de Saúde do DF;

A implementação do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino Saúde (COAPES), que permitirá a regionalização do ensino em saúde no âmbito do DF e o fortalecimento da integração ensino, serviço e comunidade.

Há um ano os estudantes acompanham negociações entre a Ebserh e a SES-DF e vêm as condições de aprendizado em serviço definhando. Embora a Secretaria garanta que continua valendo o contrato de estágio para atuação na atenção primária e secundária, isso não preenche toda a grade curricular do curso.

Administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o HUB enfrenta as mesmas dificuldades ou até piores do que quando administrado pela própria Universidade. Com falta de material básico, para se revezarem dentro das salas de cirurgia para pelo menos assistir procedimentos, os estudantes internos chegam a ter que alternar também o uso de máscaras descartáveis.

Os repasses da Saúde do DF pelos atendimentos feitos no HUB a pacientes da rede pública são necessários para a manutenção dos serviços. O último contrato de prestação de serviços venceu em 2013 e até hoje a Ebserh e a SES-DF não conseguiram estabelecer os termos de um novo acordo. O resultado disso é uma estrutura hospitalar com capacidade de atendimentos de alta complexidade subutilizada, estudantes tendo sua formação prejudicada e pacientes deixando de ter a assistência de que precisam.

Acompanhe o movimento dos estudantes de medicina da UnB pelo Facebook: @Radicaliza UnB.

Fonte: SindMédico-DF

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