Hospital de Base zera fila de transplantes de córnea

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Aguardavam pelo procedimento 89 pacientes

Por Ailane Silva e Alessandra Franco

Com a realização de 89 transplantes de córnea, o Hospital de Base, onde está localizado o Banco de Olhos do Distrito Federal, zerou a fila de espera pelo procedimento, o que representa um marco no seguimento. Neste ano, a Secretaria de Saúde também superou metas de transplantes de coração, fígado e rins.

Segundo levantamento da pasta, até 4 de dezembro foram feitos 473 procedimentos que envolviam córnea, enquanto o esperado era 280. Em segundo lugar, o plano previa 20 transplantes de coração e foram feitos 29. Já as operações com fígado ficaram em 57, em vez de 40. A única meta ainda não batida foi das cirurgias de rim, que chegaram a 77, mas ainda podem atingir os 80 previstos.

Uma das pacientes beneficiadas é Elaine Malaquias de Araújo, 28 anos. Ela aguardou apenas duas semanas para ser submetida ao transplante de córnea, após colocar o nome na lista. “Eu não imaginei que o atendimento seria tão rápido. Eu não enxergava mais com o olho direito e isso já dificultava, inclusive, cuidar dos meus filhos, porque estava com o campo de visão reduzido”, contou a paciente, que tinha ceratocone.

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Mutirões

No Base, a meta foi batida com a promoção de mutirões aos sábados, além de uma média de dois a três procedimentos por semana. “Fiquei muito feliz em concluir esse desafio e zerar a fila para quem aguardava transplantes no HBDF. Para intensificar o trabalho, em algumas semanas realizamos de oito a dez transplantes de córnea”, apontou a médica transplantadora do Hospital de Base, Vania Hummel.

“Achei que o atendimento foi bom. Tive uma doença no olho esquerdo que afetou minha visão. Com isso, fiz a cirurgia e recebi uma córnea no dia 21 de setembro. Hoje, faço acompanhamento no ambulatório de oftalmologia do Base, sou muito bem atendido e estou bem”, contou Veriano Alvez Ferreira, 62 anos.

De acordo com a médica que coordenou a ação no Hospital de Base, a média de tempo para o transplante após o diagnóstico é de três meses. Mas o ideal é de um mês. “Esperamos diminuir esse tempo no próximo ano”, acrescentou.

O Distrito Federal possui, ao todo, 12 centros de transplantes e, aproximadamente, 40 pessoas aguardam na rede de saúde a realização de transplante de córnea. “Estes que aguardam na fila estão por pendências de exames pré-operatórios e disponibilização de salas cirúrgicas, não por falta de córneas”, acrescentou o médico transplantador do Base, Ivan Castelli.

A coordenadora da Central de Transplantes da Secretaria de Saúde, Daniela Salomão, explica que as equipes precisam agir com rapidez para conseguir manter os órgãos em bom estado e fazer a cirurgia.

“Esse resultado foi possível com o estabelecimento de parcerias importantes com Serviço de Atendimento Móvel (Samu), Departamento de Trânsito (Detran) e Corpo de Bombeiros, que nos apoiaram no deslocamento para fazer as entrevista com as famílias e as captações, que precisam ser feitas de forma rápida”, finalizou.

Fonte: Agência Saúde DF

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