Saúde e Educação devem parar, quinta(24), por 24 horas

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Na quinta-feira (24/Set) uma grande paralisação de servidores da Saúde e da Educação do GDF está prevista para ocorrer, por 24 horas. A greve acontecerá em protesto ao não reajuste que deveria incorporar a última parcela das gratificações de atividades, concedidas pelo ex-governador, Agnelo Queiroz (PT), suspensas pelo atual, Rodrigo Rollemberg (PSB).

A suspensão dos reajustes que só devem ser pagos em 2016, isso porque, de acordo com o chefe do Executivo, o GDF não tem dinheiro para efetuar os pagamentos.

Mais grave que isso, há o risco iminente de o GDF não conseguir realizar sequer o pagamento dos salários. A informação foi passada em reunião realizada ontem com entidades Sindicais que o GDF informou que está tentado conseguir recursos para garantir os pagamentos junto ao Governo Federal.

Salários podem atrasar

Com isso o GDF a única certeza que o governo deu aos representantes das entidades sindicais é que os valores devidos relativo aos reajustes que serão pagos em 2016 não entrarão em exercício findo, recurso que desobrigaria Rollemberg a efetuar os pagamentos dos valores devidos.

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O GDF marcou uma nova reunião para segunda-feira (28/Set), ocasião em que confirmará se conseguiu ou não, obter recursos para honrar com o pagamento de setembro, a ser pago até o quinto dia útil de outubro.

Na Saúde

Os sindicatos ligados á Saúde do DF já se mobilizam e devem oferecer ônibus para levar os servidores até a Praça do Buriti. O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF), realizará uma assembleia geral com os profissionais da Enfermagem, às 8h na manhã de quinta-feira (24/Set), para definirem se entram ou não em greve e  em seguida devem se reunir com os demais servidores da Saúde e da Educação em frente ao Buriti.

Em um vídeo produzido pelo Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico) o presidente da Entidade, Gutemberg Fialho, informa que Centros de Saúde, Postos de Saúde, ambulatórios e cirurgias eletivas. Fialho recomenda ainda que os servidores não assinem o ponto eletrônico pois devem assinar um livro de ponto no local. “Não podemos ter as nossas conquistas salariais desrespeitadas, o momento é grave e a união e a participação de todos é fundamental para mantermos as nossas conquistas.”, disse Fialho.

Elementos de Calote

Além da manifestação contrária ao não pagamento do reajuste dos servidores, o Sindicato dos  Professores do DF (Sinpro-DF) mencionam o que chamam de “Elementos de calote”, com objetivo de não pagar a sexta-parcela do reajuste dos professores. “A categoria esperou mais de dois anos para receber esta parcela, visto que o Plano foi reestruturado a partir do acordo que pôs fim à greve de 52 dias, em 2012. Naquela ocasião, várias entidades e autoridades da capital federal participaram do processo de negociação. Participaram da mesa de negociação representantes da Universidade de Brasília (UnB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, além de deputados e do então senador Rodrigo Rollemberg. Naquele momento a avaliação de todos, inclusive de Rollemberg, era de que era justo o pleito dos(as) professores(as) em relação à reformulação da carreira e à valorização salarial, construída a partir desta reestruturação.”, menciona a matéria de chamada para a paralisação.

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