As aulas começaram, mas pelas metades

10
Print Friendly, PDF & Email

Turmas dispensadas por faltas de professores, greve de merendeiras, alunos não contemplados e falta de segurança ainda são problemas enfrentados por pais e alunos das escolas púbicas do DF.

Após um longo período de paralisação dos professores, a falta de recursos para fazer manutenções nas escolas e a paralisação dos profissionais de educação que resultaram na alteração do calendário escolar, se houvesse um índice prudencial de execução do ano letivo, esse limite estaria prestes a ser ultrapassado.

Alunos não contemplados:

Com a promessa de implantar escolas em tempo integral, há alunos que sequer conseguiram ingressar na rede pública, por meio período.

Mãe de uma criança de quatro anos, a escritora, Luciene Rodrigues, de 34 anos, fez a matrícula do filho por meio do telefone 156, porém não foi contemplada com uma vaga na escola infantil integral do Riacho Fundo I. Durante a fase de confirmação de matrículas, Rodrigues diz ter procurado a escola e foi informada que por determinação da Secretaria de Educação a unidade não receberia mais alunos de quatro anos.

Publicidade

Rodrigues foi orientada procurar a Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante, e cadastrá-lo para a creche, mas também não obteve sucesso.

Greve de Merendeiras

Alunos do ensino fundamental da Escola Classe 02 do Riacho Fundo I, que estudam meio período, foram liberados às 15h30min horas, na tarde desta quarta-feira (4/Mar). A direção da escola, alegou que as merendeiras estão em greve.

Isso ocorre porque cerca de 800 merendeiras aderiram a greve (3/Mar) e outras 500 podem entrar nos próximos dias, uma vez que ainda não receberam as férias de Dezembro além do vale alimentação e transporte dos meses de Janeiro e Fevereiro.

Falta de segurança

Ainda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo I, também reina a insegurança. O horário de entrada da turma da tarde coincide com o de saída de alguns alunos do turno da manhã, pois retornam  para casa em ônibus da escola. Com isso, pais e alunos se misturam, o que abre a possibilidade do trânsito de pessoas estranhas, o que expõe crianças do ensino fundamental.

Falta de professores

Outro problema grave na rede de pública é a falta de professores. O GDF um déficit inicial de no mínimo 3500 professores, mas está impedido de efetuar contratações pela Lei de Responsabilidade Fiscal e por ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que contesta a contratação de trabalhadores por contrato temporário. O PD conversou com a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, que confirmou a ocorrência de casos em que os alunos estão perdendo aulas e sendo obrigados a retornem mais cedo para casa.

16

Comentário