Comunidade do Jardim Botânico reage e administração pode ser revista por Rollemberg

36
Print Friendly, PDF & Email

Uma grande carreata dos moradores do Jardim Botânico contra a extinção da Região Administrativa (RA) XXVII era esperada para essa segunda-feira (2/Jev). No entanto na tarde de domingo (1/Jan), o  secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, pediu que a suspendesse a manifestação e agendou  uma reunião para o fim da tarde de hoje, para debater as reivindicações da comunidade.

A revolta da comunidade do Jardim Botânico aconteceu após o governador, Rodrigo Rollemberg (PSB),  anunciar a extinção da RA XXVII e nomear como administrador, Aldemir Paraguassu, para responder por Lago Sul e Jardim Botânico.

Descontentes com as ações de Rollemberg, a comunidade se mobilizou,  conseguiu apoio do senador, Helio José (PSD) e da ex-deputada distrital, Eliana Pedrosa, além da Associação Comunitária do Jardim Botânico (Ajab), que representa síndicos de 50 condomínios daquela região.  Em uma dessas mobilizações, os moradores do Jardim Botânico chegaram a fechar uma das vias da Ponte JK (28/Jan).

A expectativa da reunião de hoje é que Rollemberg reveja a extinção da RA Jardim Botânico, o que consequentemente pode dar àquela comunidade, um novo administrador regional. Lideranças da região argumentam que não aceitam a nomeação de Paraguassu, por ser um administrador que discrimina, desrespeita e não tem qualquer identificação com a causa dos moradores do Jardim Botânico e adjacência, conforme publicação do blog Radar Condomínios.

Precedente desconfortável

Publicidade

Se a reunião do governador com representes da comunidade de Jardim Botânico resultar em êxito à população, deve dar mais força a outras mobilizações que tem acontecido em outras RAs do DF, a exemplo de Ceilândia, Samambaia, Núcleo Bandeirante, Estrutural e Fercal, também insatisfeitos com os administradores indicados por Rollemberg. Em alguns casos, com muitos questionamentos sobre a representatividade popular a que tanto Rollemberg se referiu durante a campanha eleitoral.