Rollemberg abre brechas para inimigos armarem arapuca?

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Convite anuncia Fórum para 26 de novembro para escolha de administradores, mas lista tríplice já foi entregue ao coordenador da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle.
Convite anuncia Fórum para 26 de novembro para escolha de administradores, mas lista tríplice já foi entregue ao coordenador da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle.
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Escolha “popular” de nomes para as regiões administrativas do DF pode colocar em xeque as indicações da comunidade e criar graves problemas para a gestão de Rollemberg.

No momento o grande calcanhar de Aquiles do governador eleito, senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é a eleição direta de administradores das Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal. Na Câmara Distrital do Distrito Federal (CLDF) o tema há alguns fazem ecoar vozes no plenário. As organizações civis também não ficam por fora da discussão. Mas o que chama a atenção é que seja no parlamento ou nas comunidades, os inimigos políticos de Rollemberg estão agindo a todo o vapor para garantirem um lugar ao sol.
A pouco mais de 30 dias de Rollemberg assumir o governo do DF, a briga é acirrada para garantir que Rollemberg cumpra a promessa de campanha de eleger os administradores das RAs. Na CLDF, alguns distritais, a exemplo de Alírio Neto (PEN), sob o argumento de querer ajudar Rollemberg a tornar viável as eleições de administradores tenta colocar projetos em tramitação para votação. Mas o discurso em pronunciamento no plenário vem encorpado em não se permitir que o governador eleito, que sequer assumiu o mandato, cometa ‘estelionato eleitoral’.
O deputado distrital, Chico Vigilante (PT), chegou a questionar Rollemberg, acusando-o de não tocar mais no tema após eleição. Vigilante questiona ainda a legitimidade da chamada ‘lista tríplice’, por não ser uma eleição direta. Nesse contexto a lista aponta três nomes escolhidos pela sociedade civil, como indicação para uma possível escolha do novo governador.
Vale observar que o atual governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), por exemplo, já utilizou de tal recurso para a escolha de diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Luiz Xavier, em fevereiro de 2012.
Mas até mesmo a lista tríplice parece estar em xeque. Notícia publicada pelo website Notibrás (23) denuncia articulação de um tanto suspeita. Três filiados de partidos de oposição à candidatura de Rollemberg, representantes de entidades sugerem os nomes como próximos administradores da RA de Samambaia. São eles: Francisco de Assis da Silva (PRP), Fabiano Fagundes Dias(PR) e Agenildo Neri (PPL).
Até aí é o jogo da democracia em pleno exercício. Se não fosse o caso de a indicação dos nomes ser encaminhada ao coordenador da transição do novo governo, o jornalista, Hélio Doyle, antes da realização do Fórum de Entidades de Samambaia, previsto para acontecer no próximo dia 26, com a finalidade do escolher os nomes para a lista tríplice. E com outro agravante, Francisco de Assis, um dos indicados previamente na lista é presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais do DF (FACIDF), entidade que organiza o evento. Para que serve mesmo a vontade popular?
Outro caso também foi repercutido pelo Blog do Professor Chico (19). O candidato a deputado distrital, derrotado, João Hermeto de Oliveira Neto (PMDB), que além de fazer oposição à Rollemberg, pleiteia a administração da RA de Núcleo Bandeirante, embora seja morador de Candangolândia. Como lembra o Professor Chico em seu blog,  ser residente da cidade é um dos principais critérios estabelecidos, seja por escolha ou para eleição dos administradores regionais.
Mas nem só de ‘tentativas de arrastão’ vive o homem. Na sociedade civil organizada, legitimamente pelo povo, uma coisa é consensual. Não querem que pessoas que não residam nas RAs sejam nomeadas para assumir a gestão das antigas cidades satélites.
Do ponto de vista democrático a escolha dos administradores pelo povo é salutar, principalmente, se a pessoa escolhida conhecer bem os problemas da população e tiver trânsito com o governo. Nesse contexto o administrador servirá de elo entre o povo e o governador.
Sob a ótica política, um dos pontos nevrálgicos é: Rollemberg terá que definir a fórmula mágica de fazer com que a função do administrador de uma RA, não fuja aos preceitos de um cargo de confiança. Afinal estar cercado de pessoas não confiáveis à frente da gestão das RAs é armar o circo para que os inimigos recebam, para garantir a ingovernabilidade do DF. Além de dar manutenção aos cabides de empregos dentro do GDF.
O cenário que surge pode dar ao governador eleito a prerrogativa de rever formas de escolha, ou até se deve acabar possibilidade de indicação dos novos administradores das RAs. Enquanto Rollemberg permanece em silêncio analisando o emaranhado que se forma, talvez, além de receber as indicações, esteja criando mecanismos para separar o joio do trigo. Caso contrário o calcanhar de Rollemberg permanecerá na mira de muitos ‘amigos da onça’.

 

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