Escândalo Petrobrás já mudou o País

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Prisão de 23 grandes executivos de empreiteiras brasileiras pela Polícia Federal deixou a cúpula petista muda e sem reação.

Após se reeleger por uma diferença de cerca de 4 milhões de votos, antes de assumir o segundo mandato, Dilma tem que lidar com vários desafios: redefinir a equipe de governo de primeiro escalão, principalmente a econômica; conter a resistência do PMDB que se aproveita da fragilidade petista nas urnas, para se impor no cenário político; manter autonomia em relação as vontades de Lula que tenta indicar nomes para ministérios; sobreviver a oposição ferrenha por parte do PSDB e aos movimentos populares.
Mas tudo isso virou fichinha uma vez que a cúpula petista, sobretudo Dilma, terá que lidar com uma bomba com o desenrolar do que virou o maior escândalo do país, a operação Lava Jato da Polícia Federal, ou Petrolão, como ficou popularmente conhecido.
O “H” da bomba, necessariamente não está na prisão dos executivos, mas do ex-diretor de serviços da Petrobrás entre 2004 e 2012, Renato Duque, indicado por José Dirceu, apontado por delatores do petrolão por ser o responsável pelo recolhimento de propinas das empreiteiras da Petrobrás e repasse da fatia ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Isso assusta a cúpula petista por deixar claro que as investigações da PF estão avançando rapidamente e podem chegar rapidamente em Vaccari, mas também no ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.
Dilma se deparou com notícia da prisão dos executivos das maiores empresas empreiteiras do País, pela PF (15/Nov), durante viagem para a Austrália para participar de reunião do G20, bloco que compõe os 20 potências econômicas mundiais. Na ausência da presidente, a base governista se recolheu, seja por medo, por surpresa ou para tentar buscar uma saída ou reação à movimentação inesperada da PF em relação às prisões.
Nesse cenário o que se viu, com o estouro das prisões, foi a conhecida estratégia de guerra fria das superpotências no pós-guerra, de colocar países pequenos para guerrear entre si em nome de interesses das grandes nações. Nesse contexto coube ao  deputado federal, Vicentinho (PT), as vezes de porta-voz do governo. Para tentar justificar a posição do PT em relação às prisões da PF, em entrevista à Rede Globo, Vicentinho, soltou a pérola: “Não indicamos para cometer crimes.”.
Passado o susto que já resultou em movimento que concentrou mais de 10 mil pessoas em São Paulo, pedindo o impeachment de Dilma, finalmente as vozes da cúpula petista se pronunciaram. É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que traz um discurso vazio de politização das investigações da PF, e de tentativa de se instaurar um “terceiro turno”.
Nos bastidores Cardozo tenta intimidar os delegados envolvidos na investigação da Operação Lava Jato da PF, ao acionar a Corregedoria da PF para que se investigue esses profissionais. Isso por utilizarem da livre manifestação e compartilharem, durante as eleições, materiais de campanha de Aécio Neves (PSDB) ou expressarem opiniões em relação à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula, nas redes sociais.
Dilma por sua vez que permanece blindada, enquanto o operador do petrolão, o doleiro, Alberto Youssef, não apresenta as provas vazadas pela revista Veja, dos depoimentos da delação premiada, em que afirma que tanto Lula quanto Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, pode explorar o discurso do doa em quem doer, ou que “vai mudar o Brasil para sempre”.
O país já mudou presidenta! Graças a Justiça brasileira e principalmente a PF, enquanto o presidente da República não intervir e usar a prerrogativa de nomear o diretor responsável da Instituição, aprovada recentemente pela Medida Provisória (MP) 657/2014, pelo papel imprescindível para garantir que tais mudanças continuem a melhorar a vida dos brasileiros.
Que venha o cancelamento da delação premiada de Youssef por mentir à Justiça ou o Impeachment de Dilma, por mentir para a sociedade brasileira.

 

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