Mobilidade Urbana: Pé no freio e marcha à ré

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Com o advento da tecnologia, buscar o jeito Google de trabalhar e a promoção do resgate da qualidade de vida da sociedade hoje condenada por congestionamentos e longas horas de filas e de traslado para o trabalho, trabalhar de casa pode ser a solução para a mobilidade urbana.

A tecnologia, a internet e os recursos de conectividade permite uma capacidade de interação entre pessoas à longa distância de forma fenomenal. Hoje é possível as pessoas interagirem por meio de chats de mensagens instantâneas, de videoconferências, de transmissão e recebimento de documentos e arquivos por meio de e-mails e de repositórios de arquivos nas nuvens, de telefonia por Voip, de celulares corporativos, entre outros.

Dado essa possibilidade, resgatar o jeito Google de trabalhar, ou seja, com qualidade de vida, a sugestão é que vários segmentos comerciais mantenham seus  trabalhadores realizando suas atividades comerciais em casa.
Para que isso aconteça, as empresas devem municiar seus funcionários com computadores com os softwares e recursos necessários para possibilitar a interação na relação, empresa/ funcionários/ clientes.
Essa iniciativa retirará diariamente milhares de pessoas dos congestionamentos quilométricos e das superlotações dos meios de transporte público. Ganham as empresas que devem reduzir custos com transporte e com locações de grandes espaços; os funcionários que terão mais qualidade de vida ao se desvencilhar do estresse da perda de horas com traslado, congestionamentos, filas longas, esperas e outros desconfortos.
Outros impactos como redução de crimes, de acidentes, de superlotação de unidades hospitalares devem ser consequência a médio e longo prazo.
Ao mesmo tempo, diversos segmentos comerciais dos grandes centros comerciais como restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniências, farmácias, etc., devem sentir o impacto da redução drástica de clientes. Esses estabelecimentos por sua vez, podem se readaptar ao novo cenário, promovendo o deslocamento para outros pontos comerciais para áreas mais adequadas à nova realidade.
O X da questão estará no cumprimento das atividades a que foi contratado uma vez que o trabalhador fará a sua carga horária. No entanto, vale observar que esses trabalhadores permanecem regidos pelas convenções trabalhistas, portanto, passíveis de serem demitidas. As empresas por sua vez têm condições de mensurar se as demandas têm sido cumpridas por seus funcionários. Controles de índices de produtividade, de desempenho, satisfação de clientes, monitoramento de redes sociais, são algumas das ferramentas que essas empresas poderão utilizar para saber se a tarefa dada foi cumprida. Caso as empresas percebam ou cheguem a conclusão que a produtividade ou que o desempenho do trabalhador esteja comprometido, a substituição do funcionário será caminho certo.

 

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